• Renato Moog

Recriando a trilha sonora do show The Wall

Atualizado: há 4 dias


Reproduzir ao vivo as músicas do filme The Wall, enquanto as cenas são projetadas no palco (direção de Alan Parker, produção de Alan Marshall e roteiro de Roger Waters). Vinte e oito músicas foram inseridas no filme, valendo salientar que as únicas do álbum lançado anteriormente (1979) que não foram utilizadas são Hey You e The Show Must Go On.  Os arranjos de algumas músicas são tão diferentes do álbum original, que praticamente se tornaram músicas diferentes, como o caso de Mother.


O plano consistiu basicamente em suprimir as músicas da trilha sonora e, após, reinserir os efeitos sonoros originais para que possam ser executadas no palco, porém, é claro, sem as músicas originais. Exceção foram feitas às músicas que não foram creditadas ao Pink Floyd, como, por exemplo, a primeira música do filme, "The Little Boy that Santa Claus Forgot", escrita por Michael Carr, Tommie Connor e James Leach, que foi gravada por Vera Lynn, e permaneceu intacta porque o objetivo é recriar apenas e tão somente as músicas da banda Pink Floyd no palco. Assim, na primeira sessão da música When The Tigers Broke Free, enquanto os primeiros versos cantados por Waters aparecem, ao fundo, o pai do personagem Pink encontra-se em um bunker manuseando e limpando sua arma (um revólver), e, é claro, ao se suprimir a música para que possa ser executada no palco, os efeitos sonoros relativos à arma também são suprimidos, e, assim, devem ser reinseridos. Todo este trabalho foi realizado por toda a extensão do filme, garantido assim maior fidelidade ao show.

Algumas músicas do filme foram gravadas originariamente com orquestra sinfônica, conduzidas e arranjadas por Michael Kamen.  Lancei mão de VSTI's - principalmente EastWest Quantum Leap Sympchonic Orchestra e Spitfire Audio Albion  - e do DAW Sonar X3 Producer, que combinados se transformam em poderosa ferramenta de áudio para a reprodução fiel, e, assim, transcrevi full score as músicas, linha por linha, nota por nota, instrumento por instrumento, de modo a não fugir do espectro familiar do ouvinte.  Músicas como The Trial, por exemplo, seguem este padrão.

O artifício utilizado para a banda não se perder das trilhas pré-gravadas nas performances é a utilização de metrônomo individual, que chegam aos ouvidos dos músicos mediante fones de ouvidos individuais (o conhecido "click"), de tal modo a possibilitar que haja perfeita sincronia entre o filme e a música do palco. Em cada música incluí contagens de passagens importantes, considerando individualmente cada mapa e cada cena.

Não se poderia deixar de abordar a tradução da língua inglesa para a portuguesa, e neste ponto as legendas foram criadas considerando todas as nuances naturais do campo da tradução, tendo em vista a atmosfera que o filme ministra. Alguns ensaios foram necessários para os ajustes finais de cada detalhe, não só das trilhas, mas também de timbres e ambientações de cada música. Novas idéias no campo do trabalho em grupo sempre surgem, e neste passo, novas versões surgiram, até a definitiva.

Para um grande fã da obra do Pink Floyd como eu, principalmente deste fabuloso trabalho que é o filme The Wall e sua trilha sonora, participar de um show como este significa muito em termos de realização artística.



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