• Renato Moog

Wish You Were Here

Atualizado: Mai 26


É o nono álbum de estúdio.

A turnê "Wish You Were Here Tour" ocorreu de 8 de Abril de 1975 à 5 de Julho de 1975.

É o segundo álbum do Pink Floyd a usar tema conceitual. O primeiro foi "Dark Side of the Moon" (1972).

Após o estrondoso sucesso de "Dark Side of the Moon" (1972), a banda precisava manter o altíssimo nível das composições e dos arranjos, todavia, três anos se passaram, e as cansativas turnês e os muitos anos de convivência dos músicos culminaram em desgaste sério de relacionamento, e o que mais se lê em relação a este álbum é a falta de clima e de inspiração para sua criação.

Assim é que, depois de muitos desgaste e discussões o álbum foi terminado, cujas primeiras sessões se constituíram em um processo difícil e árduo. Richard Wright descreveu as sessões iniciais como "um período difícil", e Roger Waters, como "tortuoso". O baterista Nick Mason achou o processo de gravação em múltiplas faixas tedioso, e David Gilmour estava mais interessado em aprimorar o material já existente. Ele também passou a se frustrar com o comportamento de Mason, cujo casamento malogrado havia provocado indisposição e apatia ao baterista, o que afetava sua performance.

Em que pese os fatores negativos que permearam a produção, é sem dúvida alguma um dos melhores trabalhos da banda, especialmente de Richard Wright que alcançou seu ápice neste e no álbum anterior. A suíte "Shine on You Crazy Diamond", tributo à Syd Barrett, é incrivelmente linda, desde a parte I até a parte IX. As partes I, VIII e IX é verdadeiramente um reflexo da personalidade musical de Wright, que gravou solos melodiosos e preciosos de sintetizador (uma espécie de trompete sintetizado com chorus) sobre camadas de cordas (strings) e órgão (hammond), além de clavinete, piano acústico e elétrico (fender rhodes), além de sintetizadores variados.

David Gilmour criou solos fabulosos para a suíte, melodiosos e tristes, sublimes.

Alan Parsons fora o engenheiro de som da EMI designado para o álbum anterior "Dark Side of the Moon" (1972), mas rejeitou a oferta de continuar a trabalhar com a banda, talvez porque já estivesse planejando o seu projeto pessoal, isto é, o "The Alan Parsons Project", logrando sucesso. Assim, naturalmente o grupo elegeu Brian Humphries, do álbum "More" (1969), o qual, no entanto, não tinha familiaridade com os equipamento do estúdio Abbey Road, tanto assim, reza a lenda, que teria, sem querer, danificado as faixas de fundo da música "Shine on You Crazy Diamond" com delay, que teve de ser regravada.

"Welcome to the Machine" é iniciado com a abertura de uma porta, descrita por Waters como símbolo do progresso e da descoberta musical, traídos por uma indústria interessada apenas em lucro e sucesso. A música se encerra com sons de festa, sintetizando "a falta de contato e sentimentos reais entre as pessoas". Similarmente, "Have a Cigar" despreza os "dirigentes" da indústria musical, e foi cantada por Roy Harper (esta música conta com um clavinete quase imperceptível), e "Wish You Were Here" contém elementos que não se relacionam somente à condição de Barrett, mas também à dicotomia do temperamento de Waters, no qual ganância e ambição lutavam contra compaixão e idealismo.

O projeto gráfico do disco é um dos mais elaborados já feitos para um álbum do Pink Floyd. Thorgerson havia acompanhado a banda em sua turnê em 1974, dando algumas opiniões sobre o significado das letras, vindo a concluir que elas se concentravam mais em uma "presença não preenchida" do que, propriamente, na doença de Barrett. O tema da ausência foi refletido nas ideias produzidas após horas de brainstorming com a banda. Thorgerson notou que o álbum "Country Life", do Roxy Music, fora vendido em uma manga verde opaca, de celofane — censurando a imagem da capa — e copiou a ideia, ocultando a arte de "Wish You Were Here" em uma embalagem a vácuo de cor escura (tornando a arte do álbum "ausente"). O conceito por trás de "Welcome to the Machine" e "Have a Cigar" sugeriu o uso de um aperto de mão (um gesto ocasionalmente vazio), e George Hardie desenhou o adesivo contendo o logotipo da banda de duas mãos mecânicas se cumprimentando com um aperto de mão para ser colocado na manga opaca.

A imagem da capa do álbum foi inspirada na ideia de que as pessoas tendem a esconder seus verdadeiros sentimentos, pelo medo de "se queimarem" e, assim, dois homens de negócio foram retratados apertando as mãos, com um deles pegando fogo; interessante notar que "pegando fogo" também era uma frase comum na indústria musical.

Dois dublês trabalharam (Ronnie Rondell e Danny Rodgers), um vestido em uma roupa ignífuga, coberta por um terno. Sua cabeça foi protegida por um capuz, escondido sob uma peruca. A foto foi tirada nos estúdios da Warner Bros. em Los Angeles. Inicialmente, o vento estava soprando na direção errada, e as chamas foram forçadas na direção da face de Rondell, queimando seu bigode; os dois dublês trocaram de posições, e a imagem foi, mais tarde, revertida.

A contracapa do álbum mostra um "vendedor do Floyd", sem face, que, nas palavras de Thorgerson,"vende sua alma" no deserto (Deserto de Yuma, na Califórnia). A ausência de pulsos e tornozelos significa que sua presença é "vazia". O encarte mostra um véu em um bosque de Norfolk, e um mergulho sem respingo no Lago Mono — chamado de Monosee nas notas do álbum —, na Califórnia (novamente sublinhando o tema da ausência).

A decisão de embalar o disco em uma capa preta não foi popular entre a gravadora da banda nos Estados Unidos, a Columbia Records, que insistiu que isso fosse mudado. A EMI, por sua vez, estava menos preocupada. Todavia, a banda ficou bastante feliz com o produto final e, quando apresentaram um mockup da pré-produção, ele foi aceito com uma espontânea salva de palmas.


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