• Renato Moog

The Endless River | Pink Floyd

Atualizado: Mai 26


É o décimo quinto álbum de estúdio.

O lançamento foi envolto em grande expectativa. Alguns takes foram lançados pela internet antecipadamente, assim como o material publicitário, inclusive a arte gráfica da capa muito atrante, o que despertava ainda mais a minha curiosidade, afinal é um álbum do Pink Floyd, e traz com ele toda a mítica da banda. Tudo o que se sabia sobre o seu conteúdo musical era que se baseava em sessões não aproveitadas de gravação do álbum "Division Bell" (1994), com contribuições de Richard Wright, falecido em 2008.

Senti-me otimista quando ouvi "Louder Than Words", escrita por David Gilmour e Polly Samson, e pensei logo comigo: "que música linda". É simples e também direta, assumindo forma de canção. Quando pude finalmente adquirir o CD, gravei-o em um pen drive e, então, eu, Rosa e Renatinha começamos a ouvir em silêncio no carro, de São Paulo ao litoral paulista (Bertioga). Quando o álbum terminou, a sensação entre nós era boa, mas, cá entre nós, esperava mais.

A música "Anisina" lembra muito "Us and Them" do álbum "Dark Side of the Moon" (1972), e para um grande fã de Wright como eu não é difícil encontrar outras frases e excertos muito parecidos com de outras músicas, como se fosse uma colagem com nova roupagem. Por outro lado, como ponto positivo, presentes estão os timbres de piano (embora sampleados), pads, leads e synth brass, que sempre foram marca registrada do tecladista, assim como a forma de tocar o órgão hammond. Infelizmente, Wright não utilizou equipamentos analógicos e pianos acústicos, nem mesmo piano elétrico. As suas gravações foram produzidas com instrumentos digitais, ponto negativo. As guitarras de Gilmour estão lá, lindas como sempre. Porém, de um modo geral a impressão que ficou é que a banda lançou um álbum moderno - com técnicas atuais de gravação - tendo em vista antigas pretensões instrumentais, porém, sem a centelha de inspiração que sempre acompanhou os músicos.

Não faço crítica à decisão de gravar um álbum quase que totalmente instrumental, mormente porque esta experiência já tinha sido adotada pela banda em "Ummagumma" (1969) com resultado muito interessante. A questão é que compilar excertos de gravações não se afigura tarefa simples, nem mesmo para um grande e experiente músico como Gilmour e sua competente equipe de produção. O disco soa como uma colcha de retalhos até bem costurada, mas não possui o condão de encantar muito.

Se eu comprei o CD? claro que sim. Todavia, trata-se de um álbum para fãs, e isto significa que não é fácil de ser digerido, é preciso primeiro conhecer muito a história e a discografia da banda para ouvi-lo e entendê-lo.

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