• Renato Moog

Entrevista com Fernando Martins Fish

Atualizado: Ago 13



Era uma manhã de sábado ensolarada de alguma semana do verão de 2015. Da sacada do terceiro andar foi possível avistar alguém muito ao longe acenando para mim, ainda que em meio a diversas pessoas e imensas e numerosas árvores que cresceram no jardim. Após apanhar meus óculos sobre uma das cômodas do quarto e reparar com mais atenção, verifiquei que se tratava de Rics Carvalho, que estava com um copo de cerveja em uma das mãos, enquanto a outra se ocupava com gestos que logo identifiquei representarem convite urgente para uma conversa.

Naquela época, bandas de fora da cidade que tocavam no Vila Dionísio, em São José do Rio Preto, hospedavam-se no Hotel Michelangelo, onde naquele dia eu estava juntamente com os demais músicos e equipe técnica da banda Echoes Pink Floyd São Paulo. Para quem não conhece as duas casas do Vila Dionísio (Rio Preto e Ribeirão Preto), aqui vai uma explicação: tradicionalmente os proprietários mantém sistema muito eficaz e inteligente nas grades de programação artística, comandada por Alexandre Zanin, consistente em oferecer ao público apresentações de duas bandas na mesma noite, de modo que uma se ocupa do palco menor para shows mais intimistas, com músicos versáteis e munidos com repertórios amplos e especialmente focados em classic rock; e outra banda, considerada a atração do dia, ocupa-se do palco principal guarnecido de equipamentos de iluminação, telão e técnico de som dedicado, valendo destacar a presença sempre marcante de Orlando Zanardo em Rio Preto. Curiosamente, conheci os músicos da “A Estação da Luz” no Vila Dionísio de Ribeirão Preto, embora a banda seja originária de Rio Preto, de qualquer modo, logo me impressionei positivamente com todos eles, principalmente em razão das performances arrojadas e espontâneas, esbanjando talento e precisão em cada acorde, ritmo e frase musical, e estou falando de Junior Muelas (bateria), Vagner Siqueira (contrabaixo) e Fernando Martins Fish (guitarra e voz), grupo em formação de trio naquela apresentação.

Após rápido café da manhã, encontrei-me com Rics Carvalho em alguma área perto da piscina, que me esclareceu apressadamente o assunto: repassar o convite que recebeu de Gabi Livon para participar de um churrasco no Instituto Musical dela, na própria cidade, com presença de alguns dos músicos da banda “A Estação da Luz”, além de outros amigos, como Paulo Garrido. Claro, aceitei imediatamente! A tarde inteira estava disponível, e minha ideia de descansar teria de ser adiada. Assim é que, após atravessar o centro da cidade em direção a algum bairro tranquilo de Rio Preto, eu, Rics, Babu Sucata, Cassiano MusicMan e Carina Assencio, fomos logo recebidos pela anfitriã, que nos apresentou a escola de música e ali nos deixou bem à vontade. Aos poucos os convidados foram chegando, e não tardou para a música ao vivo começar, com ótimo entrosamento em uma sessão inédita. Entre um intervalo e outro, eu e Fernando Martins Fish, paulistano erradicado em Rio Preto, conversamos bastante, desde a origem da “A Estação da Luz”, bem como de outras bandas que participou, como a “Trilogia”, falamos sobre composições, inspirações, ídolos, enfim, sobre acertos e desacertos da vida.

Muita coisa mudou de lá para cá, não somente em razão do tempo, pois cinco anos se passaram, mas principalmente pelo fato de que Fish se mudou para o estrangeiro, e agora escreve sua história na terra da Rainha, fato que nem cogitava naquela época. Assim é que, entre uma pausa e outra de sua vida agitada, contou-me com ajuda da tecnologia (internet) sobre seus anseios, arrependimentos, jornadas, experiências, vida pessoal, e, é claro, sobre música.

Na íntegra, segue nossa conversa.

  • Em que momento você percebeu interesse especial pela música?

Nasci em São Paulo, e quando tinha três anos de idade fui juntamente com minha família para Mato Grosso morar em uma cidade vizinha da capital, e fiquei por lá até meus nove anos de idade, quando partimos para Rio Preto, onde comecei com aulas de guitarra e a ter acesso a estilos musicais.

Meu interesse pela música surgiu do mesmo jeito que acontece com muitos outros músicos, através dos discos no armário dos pais. Desde pequeno lembro de minha mãe comigo em festas de aniversário de crianças (com cinco, seis, sete anos de idade), trazendo embaixo do braço bolachões do Elvis Presley para animar. Depois, quando tinha uns nove, dez anos, comecei a fuçar na estante de disco deles e encontrei Bill Haley & His Comets, The Mamas & the Papas, Beatles, além de bastante música clássica. Com certeza existe uma centelha na história toda que me despertou para a música, e atribuo à oportunidade da minha geração assistir aos programas de TV como Som Pop, que passavam documentários biográficos de bandas. Apareciam imagens por exemplo dos Beatles, de shows, o que me motivou muito. Além disso, lembro de ficar maravilhado com uma cena sensacional do filme “De Volta para o Futuro”, em que o Marty McFly pega a guitarra e faz Johnny B. Good. Eu tinha doze anos, um pré-adolescente, e fiquei deslumbrado, e logo pedi ao meu pai para me comprar uma guitarra. Não foi uma coisa passageira, como geralmente ocorre com adolescentes. Eu entrei de cabeça, tanto é que bem nessa época eu comecei a aprender a tocar guitarra, e entrava no quarto e começava a praticar após voltar da escola (estava na sétima ou oitava série), e lembro dos meus amigos me chamarem para brincar, mas eu negava só para poder estudar música. Por incrível que pareça, no centro da cidade de Rio Preto encontrei muitos discos de Rock Progressivo, que foram meus primeiros: entrei em uma loja chamada “Toque Instrumentos Musicais” e ali tinha uma escolinha de música, onde eu comecei a fazer aulas de guitarra com um professor que é músico até hoje por lá, o Erick, e depois com o Renato de Martino, logo após foi o Geléia. Depois que peguei o jeito, abandonei as aulas e comecei a tirar músicas sozinho de ouvido, tentei fazer conservatório, mas fiz somente um mês porque não aguentei, não conseguia entender as partituras. A professora dava a partitura para mim, na semana seguinte ela tomava a lição querendo que eu lesse, mas eu acabava decorando. Foi engraçado, a professora me flagrou, ela colocou a partitura para eu ler mas percebeu que eu tinha decorado, e assim, eu não conseguia, eu tenho até remorso por isso, de não ter tido vontade de estudar teoria musical. Eu pensava que se eu conseguia escutar e reproduzir, para que ler?

Não posso esquecer também dos programas da MTV do comecinho dos anos 90 e 91, especialmente o "Clássicos MTV" apresentados por Fabio Massari, que era muito legal. O cara era uma biografo ambulante do rock, dava muitos detalhes de bandas, e conheci muita coisa dali. Mas o Som Pop foi mesmo muito importante para mim, inclusive porque dali conheci muita coisa de Rock Progressivo, como Yes e King Crimson.

  • Quando se aprende a tocar algum instrumento, surge a ideia de encontrar amigos para formar uma banda ...

Eu lembro que a primeira vez que toquei para uma galera foi em uma gincana, na escola, no Pio X, tinha treze para quatorze anos, estava no primeiro colegial, lembro que tinha um cara na minha sala que tocava baixo, até me apresentou Led Zeppelin. Tocamos Johnny B. Good. O baterista era de uma outra sala, a tecladista era uma menina, e o Fábio da minha sala fez o contrabaixo. Depois disso, nessa mesma escola estava o Stefano, baterista. Stefano e eu tínhamos gostos parecidos, o que resultou em uma banda, A Trilogia, chamamos Renato Abdala para o baixo, a primeira formação, o que foi legal, porque resgatamos o Rock Clássico na cidade ao tocarmos nos bares. Influenciamos uma galera. Pouco tempo depois, Stefano saiu e convidei o Juninho (junior Muelas) para a batera, já que ele fazia algumas participações (bongos). Essa banda teve várias formações e estilos, foi bem legal. A Trilogia chegou a tocar no Vila Dionísio várias vezes.

  • Eu sempre gostei muito do bar Vila Dionísio, ambas as casas são fantásticas, cuidadosamente decoradas, com ofertas de boas cervejas e comida, e o que sempre me chamou a atenção foi a interessante ideia de manter dois palcos com apresentações alternadas de bandas. Quando conversamos há cinco anos, você me falou sobre o início da casa, conte-nos um pouco da sua história com este bar tão especial.

O Vila Dionísio começou em Rio Preto apenas com um palco pequeno, e, com o tempo, os proprietários aprimoraram a casa e foram adicionando mais espaço. A casa foi crescendo e ganhando mais público. O Vila em princípio foi inaugurado com um espaço muito menor do que dispõe hoje, e nessa época apenas eu e mais outros quatro músicos revezavam shows no único palquinho, que foi mantido até hoje mesmo após a inauguração do palco principal, que foi acrescentado depois que o terreno dos fundos foi comprado e o bar ampliado. Onde hoje está disposta uma mesa de sinuca era uma piscina. Em verdade, no início o Vila Dionísio só contratava músicos pra fazer entretenimento com voz e violão porque não tinha tanto dinheiro para investir em atrações mais caras. É claro, evidentemente todo começo é mais difícil. Até hoje pode-se ver no palco menor apresentações bem interessantes, e geralmente são mais orgânicas, porque como o equipamento é inferior, é preciso dar uns “pulos” a mais. Conheço o Ronaldo e o Zanin desde a época em que eu tocava nas festas da República deles na faculdade, quando ainda estudavam na UNESP, e era bem legal!

  • Como era a cena do rock em Rio Preto nessa época?

Nós meio que resgatamos o rock, claro que sempre teve outras gerações, mas na época da nossa adolescência era a galera do MPB que tocava nos bares, por serem mais velhos e também mais famosos. Lembro-me, no entanto, que em um belo dia uma moça de eventos nos chamou para tocar, a Mavi, e aceitamos, é claro. A galera pirou! Tocamos Led Zeppelin, Stones, Cream, Beatles, etc... músicas que ninguém tocava, e modéstia à parte, depois que nós começamos a nos tornar mais conhecidos vários grupos começaram a tocar nosso repertório. Digo isso porque uma ou duas bandas de rock tocavam em termos de rock apenas Nirvana, Pearl Jam, bandas da década de 1990, mas a gente quis resgatar os clássicos. Nossa apresentação nessa época - estou falando de um tempo mais ou menos entre 1994 e 1997 -, era com produção, inclusive com figurino que remetia aos anos 1970. Sempre curti a cultura dos anos 60, 70, e tal. Acredito que ajudamos muitas pessoas a conhecer o classic rock, pois geralmente quem comparecia aos nossos shows depois corria atrás para conhecer as músicas originais.

  • Lembro-me da primeira vez que vi “A Estação da Luz” tocar no Vila Dionísio, não exatamente a formação clássica, mas um power trio, e fiquei muito bem impressionado não só com a performance, mas também com a dedicação, com a alma que cada um dos músicos dedicavam a cada nota musical.

“A Estação da Luz” foi formada originariamente por mim, Juninho (Junior Muelas), Alberto Sabella, Sandro Delgado e Daniel Verllota. Uma banda que muito me orgulho de ter participado e de ser um dos fundadores. Em certo ponto, nós passamos a pretender incluir em nosso repertório músicas mais sofisticadas, mas eu tinha problemas em tocar e cantar ao mesmo tempo coisas mais complicadas, razão pela qual convidamos o guitarrista Christiano Carvalho, liberando-me para cantar e eventualmente tocar violão. Depois de um ano entrou para o grupo a Renata Ortunho. Nessa época eu compus a música "Par Perfeito" a partir de uma poesia dela, e apresentei à banda, todos adaptaram suas partes rapidamente, e considero uma das minhas composições prediletas.

  • Precisava buscar novos desafios em terras distantes?

Eu já tinha vindo para Londres em 2016, e gostei muito daqui. Porém tive que voltar, pois a Aline B. P. Martins permaneceu no Brasil, mas nutri desde então vontade de retornar. Quando vieram as eleições presidenciais decidimos pular fora, e com o dinheiro que economizamos viemos para cá. Após cerca de um ano instalados aqui nos casamos por intermédio do Consulado Brasileiro. Estamos juntos há cerca de dez anos, e é ela que me motiva a seguir adiante. Com o tempo você seleciona suas atitudes, seus valores. Das diferentes personalidades de mulheres que namorei, a Aline está sempre disposta, nunca me criticou. Me orgulho muito de, junto com a minha esposa, termos a coragem, organização e força de vontade para começarmos vida nova em outro país. Desde que perdi minha família (perdi contato com meu irmão), só tenho ela, e, então, vivo por ela. Não estávamos felizes no Brasil, por isso decidimos sair, e creio que acontece com todos que nutrem a vontade de explorar outros lugares.

  • Porquê Inglaterra?

A minha história com esse país é bem doida. Eu estava em Rio Preto, há uns cinco, seis anos, quando meu celular tocou, e a tela mostrava um número estranho, que não me recordava na ocasião, mas ainda assim atendi. Do outro lado um cara, que não via há uns quinze anos, me convidou para conhecer Londres, pois estava morando lá, e isto foi em uma época difícil para mim, pois recentemente havia perdido meus pais... o louco é que a cidade é berço das bandas que mais adoro., então, claro, comecei a planejar a viagem.

  • Que conselho você daria para quem quer morar fora do país, mais especificamente na Inglaterra?

Sem querer desmanchar sonhos, imigrantes precisam antes de mais nada entender que receberão tratamentos diferenciados em relação aos naturais, portanto, reservem tempo e dinheiro para chegada e estabelecimento, e criem rede de contatos. Trabalhar e viver de música depende de sorte e muito talento, claro que em qualquer lugar do mundo é assim. Por outro lado, é possível ao menos levar uma vida de músico de pubs, como no Brasil, mas por enquanto a pandemia alterou o panorama das coisas por aqui, e os pubs estão todos fechados por enquanto, sem previsão de retorno à normalidade. Tem um pub a cada quarteirão por aqui, no centro é bem cheio, todos fantásticos. A cidade é dividida por sete zonas. No centro nem cogito morar, porque custa muito caro. Vira e mexe entro em ruas com prédios e monumentos com arquiteturas antiquíssimas, vejo muitas estátuas, lojas antigas, museus, enfim, a cidade é muito rica em termos culturais, todavia, o jeito de ser do povo que mora aqui me incomoda bastante, porque não vejo empatia nas pessoas. Como trabalho de motoboy, já passei por situações bem complicadas por aqui. Os caras não têm respeito... não dão seta para manobras, geralmente freiam bruscamente, enfim, o trânsito é caótico. Bairro barra pesada aqui é o Harlesden, morei por lá, é uma pegada Bronx dos EUA, tem gente vendendo drogas nas ruas em plena luz do diz, viciados em heroína pedindo dinheiro, pessoas falando sozinhas, xingando. Foi trash morar lá!

  • Como você lidou com uma situação difícil?

Eu não sei como te responder isso sabe? Eu sempre fui muito de importar, e claro que cada momento difícil deixa sua própria marca. A Aline é psicóloga, então olha que louco isso: eu me lembro que um dos momentos mais dramáticos da minha vida foi a morte do meu pai. Cheguei do Vila Dionísio bêbado e minutos depois que deitei, ele estava fazendo uns barulhos, e estava tendo um derrame, corri para um orelhão em frente de casa e liguei para uma ambulância que demorou para chegar, quando voltei para casa meu pai deu um último suspiro e começou a esfriar, então ele morreu. Me custou superar isso. Depois da morte dele a casa ficou para mim, mas não conseguia entrar no quarto dele, e a Aline me ajudou a superar. Em verdade eu ferrei com muitas das minhas relações por conta do álcool e das drogas, eu virava um “porra-louca” e dificultava a convivência, mas depois de um tempo percebi o que estava fazendo e parei. Aline me ajudou também nesse quesito e decidimos sair dessa situação.

  • Você já revelou com um ar um pouco decepcionado que esperava encontrar a Londres das décadas de 1960 e 1970.

Para te falar a verdade, a coisa decepcionante para mim como trabalhador de trânsito, é que nunca mais ouvi pessoas ouvindo rock nos carros. Claro que existem muitos pubs ainda na Inglaterra, principalmente em Londres, inclusive eu consegui fazer um som em Liverpool, no Cavern Club, foi bem surreal, praticamente zerei a vida. No entanto, sinto que a população em geral não curte muito... Tive um chefe Britânico de vinte e oito anos que nunca ouviu Pearl Jam. As pessoas são focadas no agora, não querem o passado. Isso me decepcionou, a falta de interesse nas origens das bandas atuais, até mesmo os imigrantes, tem cada coisa que já vivi e ouvi... as pessoas vêm para fazer dinheiro, e isso suga a cidade.

  • Tenho visto seus vídeos no Facebook, em um deles você passou em frente à casa do Jimmy Page e disse "ainda não foi desta vez", você já entrou em contato com alguma celebridade em Londres?

Cara, eu, numa dessas passadas na frente da casa dele, você acredita que eu o vi falando no celular? Ele estava na escada, tinha uns caras fazendo jardinagem e eu perguntei se era o Page, e eles disseram que sim, eu pirei né? Espero ter a sorte de falar com ele. É tipo um mini-castelinho onde ele mora, com uma torre, enfim, preciso ensaiar uma fala. Não posso simplesmente dizer que sou fã, preciso ter um plano bem elaborado para não ser totalmente ignorado ou ser tratado com antipatia, quem sabe falar que sou brasileiro assim como a mulher dele (risos).

  • Participa de alguma banda atualmente?

Em 2016, quando cheguei aqui pela primeira vez, conheci um brasileiro guitarrista por intermédio de um anúncio em um aplicativo de celular, uma espécie de classificados por aqui. Vi que tinha uma galera que precisava de vocalista, então conheci o baterista que, acho, era da Suécia, bem como o tecladista italiano e o baixista inglês, olha que mistureba. Fiz o teste e já no primeiro verso eles gostaram, porém percebi com o tempo que o repertório deles era muito brega, com base em pop inglês anos 80, muito esquisito. Um dia cheguei para o guitarrista e para o batera e perguntei se eles queriam formar um power trio, eu no contrabaixo e voz, e eles toparam, meteram o pé na banda, mas nossos ensaios foram interrompidos em razão do meu retorno ao Brasil. Quando voltei em 2018 perguntei se eles queriam recomeçar o grupo e eles concordaram, e até me emprestaram um contrabaixo. Um dia, porém, eles contrataram uma mina muito estrela para cantar. Veja que ficamos esperando no palco o início do show por mais de quarenta minutos enquanto ela se maquiava no carro. Achei uma situação muito estranha porque não se podia ignorar que havia uma multidão aguardando o início do show, então não aguentei e decidi sair, abandonei o barco. A partir de então eu comecei a ligar para os pubs que tocávamos e me ofereci para cantar e tocar violão, algo mais light, mas daí veio a pandemia e ferrou tudo.

  • Disco predileto?

"Three Friends", do Gentle Giant.

  • Música predileta?

De todas, essa vai ser a pergunta mais difícil de responder! Cara, eu curto muito a “Red” do king Crimson. Posso incluir mais uma? coloca aí a "Lark’s Tongues in Aspic - Part II".

  • Banda predileta?

King Crimson, amo essa banda!

  • Banda dos sonhos?

David Coverdale, Bill Bruford, Hendrix, Greg Lake e Keith Emerson.

  • Como vc se vê daqui a dez anos?

Cara, me vejo morando numa chácara com minha esposa em alguma praia de algum país sossegado.


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