top of page

Entrevista com Marco Lobo


Assim como muitos de nossa era, Marco Lobo é fã dos Beatles, Elvis, Carl Perkins, Little Richard, Chuck Berry, Rick Wakeman, Deep Puple, Led Zeppelin, Supertramp e Whitesnake, mas certamente suas maiores paixões são Phil Collins e Genesis. Sua vida musical começou quando ainda não tinha completado quinze anos de idade, como me revelou outro dia, a partir do momento em que passou a administrar o seu próprio processo de estudo musical ao tomar contato pela primeira vez com um violão: "foi paixão imediata, pois descobri que poderia interagir com as pessoas de forma mais fácil através da música, e daí para frente não larguei mais". Para esse paulistano da Mooca, bairro tradicional aqui de São Paulo, dar “canja” no antigo salão de show do Clube Juventus, por volta de 1978, ainda no início de carreira, significou muito, sinal de que a pavimentação do seu caminho tinha se iniciado.


Acompanho a trajetória desse artista há tempos, e quando realmente o vi de perto cantando no palco do Teatro Folha em abril de 2017, no Shopping Pátio Higienópolis, no show da banda Phil Collins Experience Brasil (produzido e dirigido por ele), fiquei seduzido com sua afinação, e, principalmente, com o modo sereno como interpreta as canções, transmitindo invariavelmente segurança e sensibilidade.


Atualmente Lobo reside em Curitiba, Paraná, e frequentemente conversamos via internet. Um belo dia o convidei para participar de uma collab musicial online, e mesmo sem perguntar qualquer detalhe, aceitou gentilmente. Quando revelei a música, isto é, "Mad Man Moon", da banda Genesis (do álbum "A Trick of the Tail", de 1976), a pergunta que ouvi dele: "Moog, tem certeza? (risos), nunca parei para a ouvir atentamente, mas sei que não será nada fácil", e ao ver que estava irredutível, ele me disse que se tratava de uma música incrível, e que precisava de um tempo para estudá-la. Bom, o resultado pode ser conferido nas redes sociais, e também aqui, ao final dessa entrevista. Que trabalho vocal maravilhoso!


Claro que não iria o deixar em paz, e então como dizem que um problema nunca vem sozinho (risos), convidei-o para essa entrevista, que também foi gentilmente aceita.



  • Você passou por bandas como "KGB", "Duplacolt", "Genesis Cover", e recentemente a "Phil Collins Experience Brasil", no entanto, assisti sua entrevista com Roger, do "Ultraje a Rigor", e não sabia que você tinha participado da formação original dessa banda... Que incrível! conte-me mais sobre isso.

Por volta de 1979...80, havia um jornal de pequenos anúncios chamado “Primeira Mão”, e tinha uma seção chamada “Shows e Atividades Artísticas”, e um anúncio me chamou a atenção, dizendo: “preciso de guitarrista para tocar Beatles e Rolling Stones”, respondi e fui conhece-los. O encontro foi numa casa na região do Campo Belo e fomos para uma garagem bem mal acabada. Havia um bumbo, pratos baratos, uma caixa, chimbau e um amplificador Giannini, dos pequenos. Eu fui com uma Giannini Stratosonic, padrão madeira e verniz, linda! Eu não era bom, mas os caras também não, aliás, sempre cantei melhor do que toquei. O primeiro encontro foi desastroso. Desanimado encarei um segundo ensaio. Lá fui eu novamente e o resultado foi o mesmo. Porém, “careta” que sou, achei estranho algumas conversas sobre bebidas, etc. Marcamos o terceiro encontro e não fui. Dias depois, o baterista me ligou dizendo “ vc é um moleque irresponsável” dentre outros adjetivos. Um ano depois, vendo TV entram uns caras tocando “Inútil...a gente somos inútil!!”, caí pra trás! Era o Ultraje a Rigor, pirei! Os caras do ensaio eram Roger e Leospa, não tinha baixista na ocasião. Essa história ficou comigo por mais de 35 anos, ninguém acreditava em mim. Afinal eu tinha participado da formação original mesmo que brevemente. Em 2017 entrei em contato com o Roger e pedi uma entrevista. Essa entrevista pode ser vista no meu Youtube “EU MARCO LOBO” ou em podcast com mesmo nome. Contei a história pra ele, e lembrou. Ao final pedi um autografo num disco e fui embora. Ao chegar em casa perguntei pra minha mulher o que ele havia escrito, e estava lá: “Um abraço do Roger para o ex-integrante”, a história estava consumada!



  • Como era, nessa época, a sua vida musical, e o que ocorreu de lá para cá?

Por volta de 1982 pedi para tocar num intervalo numa casa chamada Sallon Cowboy na região do Itaim com uma dessas bandinhas e consegui. A banda principal tinha um guitarrista incrível, nunca havia visto algo parecido. Esse cara chama-se Marinho “cumpadi” e, um mês depois, esse cara conseguiu meu telefone e disse ter me visto cantando e precisa de um guitarrista que cantasse pra substituir um que estava de saída, consegue imaginar a minha cara ouvindo isso? Fui, e a coisa ficou ainda mais séria. Anos 80, Jardins, bares como Derepente, Acontece, Woodstock, Calabar, Clash, etc, e tantos mais. Em 1984 montei um trio e fomos abrir o show da banda “Premeditando o Breque” na Ponta da Praia em Santos no Clube Vasco da Gama e roubaram meu carro com tudo dentro horas antes do show. Fiquei sem chão e, como não tinha mais nada, respondi a um anuncio do mesmo jornal e fiz um teste para cantar numa banda chamada KGB em 1985. Entrei pra banda e aí começou uma história com Genesis e Phil Collins. A canção “Follow You , Follow Me” estava no repertório e muitos diziam como minha voz fazia bem essa musica e que a semelhança com o Phil Collins era grande, e ficamos juntos muitos anos. Em 1988...89 um músico amigo, hoje grande produtor musical Dudu Marote, me ligou dizendo que um amigo havia visto um show de Phil Collins em NY e que queria montar uma banda cover com esse repertório, e lá fui eu levando a banda comigo, depois de uns 2 meses estávamos prontos. Nessa época, os covers ferviam, haviam covers de todo mundo, eu bravamente representando Genesis e Phil Collins. Foi uma época muito produtiva. Tivemos um empresário que nos colocou no Serginho Groisman duas vezes, gravação para o Fantástico, programas de rádio, shows pelo Brasil, enfim, achei que a coisa tinha vindo pra ficar, hoje sei muito bem como funciona o negócio da música. Quando a onda acabou montei uma dupla com o baixista porque ninguém mais queria continuar na noite depois do “glamour” de subir em aviões e grandes shows. A DUPLACOLT tinha um repertório “classic rock” durou até março de 2020. Foi bem legal a trajetória. O trabalho de Phil Collins ficou esquecido até 2017 quando um baterista que não conhecia apareceu dizendo ter criado um o primeiro e único show do Brasil em homenagem ao artista. Como a história não era essa, remontei o trabalho e pus o show na estrada novamente. Desta vez, atuei como produtor junto com minha mulher, Denise Lobo (Dona Loba), e fizemos teatros como Folha, Teatro Itália, Morumbi Shopping, Teatro Fernando Torres, Burlesque Paris 6 e shows corporativos. Foi uma retomada e tanto! As casas lotaram reforçando a confiança de que o produto tinha a aceitação de público necessária a continuidade do espetáculo. O último show também foi em 2020 por conta do momento difícil da pandemia. Hoje continuo me dedicando ao repertorio através de lives e collabs, e essa é a história!


  • E como é, para você, lidar com a atividade musical por lives e collabs?

Hoje estou dedicado ao audiovisual e aproveitando o tempo para produzir meus clipes caseiros, fazer meus podcasts e edição de vídeos. A música está inserida nesse contexto, gravo, toco para consumo próprio e também para estudar. Vale a pena se gravar sempre, testar sons e colocar a garganta pra trabalhar. A disciplina e persistência sempre nos levam a níveis melhores, isso vale pra tudo. Especificamente sobre collabs, a mais recente que participei foi contigo em “Mad Man Moon”. Trata-se de um música incrível, mas muito pouco provável que eu me debruçasse sobre ela para uma gravação, mesmo que sozinho. Essa canção é maravilhosa, um desafio, e o aceitei, claro! Ao receber as trilhas, diga-se de passagem, apenas pianos e sintetizadores, ouvi bastante, mas fiquei preocupado com a interpretação, afinal, é uma canção cheia de dinâmicas e a voz tinha que imprimir a mesma energia nos trechos que exigiam isso, mas sem outros instrumentos, haja vista que resolvemos recriar a música em dueto. Enfim, o processo foi interiorizar a música, gravar pilotos, checar o inglês, a lição de casa completa. Disse a você na época que estava comprometido com a entrega e, de fato, procurei realizar o trabalho o mais rapidamente possível, e assim foi, “missão dada é missão cumprida!”. Penso que, se você aceitar um desafio, comprometa-se com a entrega, isso será a base para sua credibilidade em tudo, incluindo ser cantor ou músico. O resultado foi incrível, recebi mensagens muito incentivadoras e chegaram a classificar o trabalho como “pura poesia”, não preciso falar mais nada, não é?


  • Mais especificamente, o que é interessante, e o que não vale a pena?

A internet tem muitos prós e contras. Sob o ponto de vista de poder divulgar o trabalho no Youtube e outras mídias, acho muito democrático, e com a vantagem de você mesmo poder produzir tudo. Tem que haver dedicação e atenção a qualidade do que vai mostrar. Quando do início do isolamento, as lives foram um terreno fértil para mostrar o trabalho musical, foram ótimas e até monetizei algumas através de plataformas de shows, mas agora está muito ruim. As pessoas se cansaram do formato e a audiência foi esvaziando aos poucos. Fazer algumas lives de surpresa cantando me realizam mesmo com baixa audiência, o fato é que poucos entendem o trabalho e, às vezes, desanima. Uma coisa que sempre digo: não é só apertar o “ao vivo”, você tem que interagir, criar entretenimento, fazer diferente, humanizar o seu show. Agora, também acho que não vale a pena se dedicar a publico ruim que não entende o que faz, tem pessoas muito sem noção, ainda farei algumas lives e, periodicamente, uns clipes pra oxigenar minhas mídias. No geral ainda acho que utilizar as mídias sociais valem a pena, acrescentam alguma visibilidade, o que não vale a pena é criar expectativas de qual tamanho será sua audiência e quem irá te apoiar, compartilhar, enfim, o engajamento pode ser muito frustrante. Não vale a pena apostar as fichas nisso.



  • O que você mais gosta e menos gosta em trabalhar com música?

Gosto de poder entregar um bom show, pequeno ou grande. Gosto de poder emocionar alguém com a música, é um grande prazer. O que não gosto é me sentir sendo explorado. Há um lado de nós músicos muito ligado a realização de subir num palco e não negociar de forma correta o valor desse trabalho. Há uma exploração absurda dos donos das casas, temos que melhorar isso.


  • Quais são seus equipamentos de gravação em seu home studio, de áudio e video?

Como já citei, tenho focado mais em audiovisual, entenda como vídeos para o meu Instagram “EU MARCO LOBO” voltado a ensinar pessoas a gravarem vídeos e, claro, meus clipes para o Youtube, obviamente. Sou um daqueles “equipamentrolatras anônimos”, amo equipamentos. Essa coisa aconteceu comigo como guitarrista, querendo ter mais e mais pedais, guitarras, amplificadores para ter o melhor som e timbre possíveis. Hoje sei que não preciso de tudo que tenho, e o mesmo acaba acontecendo com audiovisual. Para gravar áudio uso meu Mac (desktop) e o GarageBand como plataforma de gravação. Há quem prefira os gratuitos como Reaper, por exemplo. Já usei, mas quando entendi melhor o GarageBand, fiquei com ele. Tem tudo o que preciso para uma gravação bacana. Uso uma interface Scarlett 2i4, excelente! Microfones? Alguns. Tenho os “fusquinhas” dos microfones, Shure SM58, SM 58 Shure BETA, tem uma captação mais clean, com um pouco mais de brilho. Para voz, às vezes uso o AT 2020 e o AT 2021, além de captar voz uso também para instrumentos. Meu querido da vez é o microfone inglês Aston Origin. Comprei fora do país por indicação de vários vendedores, não me arrependi. É todo feito na Inglaterra, robusto, nada de componentes chineses, captação pra todas as coisas, voz e instrumentos, só gravo com ele atualmente. Câmeras para meus clipes podem ser a do celular, uma Canon T6i DSLR, Xiaomi MI (câmera de ação que grava em 4k). Nada contra os celulares, pelo contrário, adoro e incentivo o uso, mas tenho usado a Canon T6i que me possibilita gravar com o efeito Cinestyle para colorir na pós-produção. Vale ressaltar que os controles necessários para um filme com mais recursos de ajuste, na Canon T6i estão mais à disposição, apenas por isso a uso, caso contrário, celular resolve e muito! Uso também um gravado ZOOM H4n Pro, entram 4 canais e tem uma qualidade muito profissional. Um capitulo à parte, são os microfones de lapela, essenciais aos vídeos educacionais, melhora sensivelmente a qualidade do material. Acabei de investir num kit de lapelas de alto acance (distância) chamado Hollyland Lark 150, que está chegando agora em maio/21 e será tema de um review. Luz, um ring light de 80 watts, e improvisos com “bola chinesa”, aquelas bolas de papel de seda usadas para iluminar festas, criam uma luz difusa muito interessante. Aliás, lâmpadas sempre com luz branca 5500K são excelentes. Tá vendo, não falei que investir em equipamentos viram mania?



  • Conte-me sobre uma conquista da qual mais se orgulha.

Sem dúvida, foi ter tido a experiência de atuar como produtor e ter conseguido resultado para meu show PHIL COLLINS EXPERIENCE BRASIL. Assumimos tudo e ninguém (atravessadores) deu palpite, isso dá um poder saudável para poder fazer do jeito que deseja. Ver todos os shows lotados dando retorno positivo financeiramente foi incrível e libertador. Subir no palco é maravilhoso e cada show é uma conquista diferente independente do tamanho, mas abraçar cada detalhe e ver o resultado nos teatros, isso me realizou de verdade.



  • O que te deixa desconfortável?

Sou um cara que procura ser educado e respeitoso com o próximo, mas alguém que invada o meu espaço, me deixa irritado. Tem uma coisa que deixa desconfortável é estar falando sobre um assunto com alguém e a pessoa começar a prestar atenção noutra coisa e vc não conseguir finalizar o assunto, muito ruim isso.



  • Como você lidou com uma situação difícil?

Lidar com pessoas é sempre complicado, ainda mais no meio musical onde o ego é um grande dificultador. Detesto trabalhar com gente egocêntrica e mal educada, são intransigentes e donos da razão, isso não dá! Posso citar várias situações difíceis. Me permita contar duas. Uma foi na época do PHIL COLLINS COVER, num show em Holambra no interior de SP minha voz acabou na segunda música, um desastre irreparável, mas tentei. Uma outra e complicada foi ter sido largado às vésperas de um show do EXPERIENCE por um baterista e um baixista (juntos), pois priorizaram um trabalho de bar com outro cara e justificaram que tinham mais regularidade com ele. Entendo isso, mas deixar na mão jamais! Um saxofonista que gozava do meu respeito e havia feito alguns shows comigo me deixou na mão por conta de cachê. Sempre fui justo pagando bem e antecipadamente quando podia, mas o show que ele se referia era numa grande casa dependia de arrecadação, e para nossa felicidade o show deu boa bilheteria e todos saíram felizes. A mais pesada foi quando coloquei o EXPERIENCE no ar. Tinha um amigo que dava suporte técnico a um grande teatro num grande shopping e ele me colocou em contato com o diretor do teatro. Convidei-o a um almoço e tratamos a oportunidade. Saí de lá com o ok e em reunião seguinte consegui a uma data em abril/17. Nessa época shows internacionais competiam com o meu. Perguntei a ele se a data estava confirmada e reiterou o ok. Estava bancando estúdio de ensaio, falei com o marketing do shopping, tratamos a comunicação, fiz vídeos na internet e começaram a querer saber como comprar ingressos, tudo certo e estava muito feliz. Daí em diante, o cara sumiu, sumiu totalmente! Não respondia email, ligações, nada. Um dos músicos da banda me olhou num ensaio e perguntou seu estava bem, respondi: “claro, vamos ensaiar!” Enfim, fui à luta e consegui a mesma data no Teatro Folha, fomos muito bem acolhidos e o show lotou, foi um sufoco que me serviu de aprendizado.



  • Algum arrependimento?

Ter ficado muito tempo tocando com as mesmas pessoas. Hoje tenho contatos pela internet que muito oxigenaram meu trabalho junto a outros músicos nos últimos tempos.



  • O que te motiva?

O que ainda me motiva é finalizar um trabalho e ter a certeza de posso mostrar pra qualquer pessoa. Não sou apegado a elogios, gente enaltecendo isso ou aquilo, mas bons feedbacks me motivam, sim. Quero fazer menção a minha mulher Denise Lobo (Dona Loba), sem ela, nada seria tão bom e nada aconteceria da forma que é hoje. Entendo que uma relação feliz e estruturada passa necessariamente pelo respeito recíproco. Tive a sorte de casar com alguém que me respeita e me incentiva como cantor e músico. Nunca me cobrou nada, nunca impôs restrições a minha exposição no palco, pelo contrário, sempre somou forças e me impulsionou. Nessa carreira esse apoio é fundamental. Denise é advogada, competente e realizada na sua profissão, sempre arregaçou a manga para enrolar cabos no final dos shows. Pra mim essa atitude é que melhor define o nível de apoio e incentivo que recebo todos os dias. Então fica o conselho: tenha uma mulher que te ajude a enrolar cabos no final do show, essa é a certa! Meu amor e respeito profundo à ela!



  • Quais são seus hobbies?

R: (risos) nunca gostei de esportes, vídeo games, academias, musica que poderia ter sido um hobbie virou uma atividade profissional prazerosa. Sem querer ser erudito, estudar o mercado de audiovisual tem sido muito divertido, mas também está virando uma atividade profissional. Fazer um bom churrasco é uma coisa que me diverte, acredite.



  • O que vem a seguir em sua vida?

Juro que não sei. Tenho deixado a coisa acontecer, esse momento mudou tudo. Os planos foram obrigatoriamente pausados, mas não abandonados. Palcos, não sinto vontade de retomar num curto prazo. Quero melhorar meu trabalho com audiovisual e música caminhando juntos.



  • Qual o melhor conselho que você recebeu?

“Não faça o possível, faça o seu melhor! Faça seu show com a mesma paixão e intensidade, seja para uma ou para mil pessoas”



  • Que conselho vc poderia dar para quem pretende iniciar os primeiros passos no mundo da música?

Comece a vida tendo, no mínimo, um plano A e um B. Se for optar pela música, estude com afinco e comprometa-se com seu trabalho, não há espaço para gente pela metade, mas prepare-se, você será um autônomo num mercado que não dará o devido valor ao profissional. A música é parte da vida de todos, a mais universal das linguagens, mas será uma luta. Portanto, tenha algo que possa dar suporte aos dias difíceis. Serão todos difíceis? Claro que não! Muitos serão divertidos, glamurosos e realizadores, mas não ouça apenas o “canto da sereia”.





52 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page